Saio à rua e olho o céu estrelado.
O vento atinge-me, frio, cortante, feito de um gelo afiado que fere...
Arrepio-me... aconchego mais a roupa ao meu corpo.
Não resulta, mas não cedo.
Quero manter-me quente para seguir o meu caminho, o meu destino e não voltar para trás.
Quero tentar mais vezes, não me deixar intimidar por esta força da Natureza e honrar os meus antepassados que, com engenho, superaram as dificuldades da Vida, dessa entidade magestral que conduz tudo com mestria sem que percebamos como.
E tal como foi a Vida que trouxe este vento gélido à minha porta, também foi ela que trouxe um calor diferente daquele que conheço.
Um calor aconchegante, que envolve num abraço moldado a mim, ao que sou em todos os meus pormenores. Um calor ameno, mas que aquece a Alma como nenhum outro, sem queimar.
O calor do Amor, que tão rapidamente desperta e dá vontade de rir e dançar alegremente, como acalma e embala numa Paz sem igual...
De repente... sinto uma força maior.
O vento frio já não me assusta. Enfrento-o, já quente, sem qualquer receio, e com toda a coragem.
Agora, sim, estou pronta para voar...
16 de Fevereiro de 2013

Boa noite Ana...
ResponderEliminarDesculpa entrar neste teu espaço sem "pedir permissão" mas após ter visto o link no face fiquei com curiosidade e....entrei.
E poderei dizer que valeu a pena "entrar" , já que o que li é de excelente qualidade e ...inspirador.
Parabéns
Ora essa José. És muito bem-vindo e podes vir sempre que quiseres.
ResponderEliminarMuito obrigada pelos elogios! Não esperava receber palavras tão positivas.
Beijinhos e obrigada mais uma vez :)