sábado, 15 de dezembro de 2012

Os olhos de um anjo

Houve um dia em que a vi,
Olhei-a nos olhos e vi algo invulgar:
Tinha olhos de anjo,
Tão inocentes como o luar,
Que olhavam com transparência
E me faziam chorar.

Doces e ternurentos
Negros, mas não como a treva!
Eram mais como a noite
Que, em certos momentos,
Para mágicos mundos nos leva.

Essa pessoa era diferente,
Eu a olhava com admiração,
Pois o que lhe via no coração,
Era puro e envolvente,
Tal como os seus lindos olhos castanhos.

Mas não eram só os seus olhos...
A sua voz era também meiga e embaladora.
Pensei que era um sonho e que adormecera.
Mas como poderia ser,
Se a sua ida me entristecera?

Talvez nunca mais a veja,
E talvez tenha sido ilusão.
Mas sei que nunca esquecerei aqueles olhos
Que me trespassaram de emoção.

24 de Outubro de 1998, 12:50



1 comentário:

  1. Parabéns pelo teu novo blogue Ana! É bom exprimirmos por palavras aquilo que nos vai no coração.
    Beijinhos

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